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os últimos tempos eu sou o mesmo que o de 7 anos, com algumas variações de quem sabe o de 87. Nesse intervalo acho dificil saber exatamente quem sou. Mais normal do que se possa imaginar e dentro dessa normalidade uma infinidade de aspectos autenticos comum a cada ser, vivo ou não! No meu quarto tem uma janela que da pro mundo, mas não sei se olha pra fora dela , ou para dentro!

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quinta-feira, março 08, 2007

19-02 Primeira Transmissão de TV em cores no Brasil (1972)

“A cores”, “à cores”, “em cores”,
Nossa Curiosa Língua



Muitas pessoas me perguntam qual é a maneira correta, segundo o padrão culto da língua: televisão “a cores”, “à cores” ou “ “em cores”? Gramáticos e dicionaristas têm dado preferência à expressão “em cores”, certamente por analogia com a expressão “ em preto e banco”. De qualquer maneira, se usássemos “a cores”, jamais poderíamos colocar acento grave (indicador de crase) no “a”, “à” é o resultado de “a+a”. Se fosse “a cores” , portanto, não haveria crase. Mas parece recomendável usar “em cores”.

Prof. Pasquali Cipro Neto.

18-02 Dia da Unidade Nacional

“Ao redor de”,” em redor de”, “em torno de”, “em torno a “....
Nossa Curiosa Lìngua



Por onde andam os astronautas? Pelo cosmos, é claro. Viajam, por exemplo, ao redor da Terra. Viajam “ao redor da Terra”, ou “em redor da terra? As duas expressões tem registro. E não são as únicas que podem traduzir essa idéia: existem, entre outras, as expressões “ em torno a”, “em torno de “, “derredor de”, “em derredor de “, etc. Sim! “Derredor” (com “rr”), como se vê neste trecho de “O Seminarista”, de Bernardo Guimarães, citado no dicionário “Aurélio”: “Os meninos quedos e taciturnos olhavam em redor de si com tristeza”. Quedo” é sinônimo de “quieto”; “taciturno” significa “silencioso, calado, sem palavras”.

Prof. Pasquali Cipro Neto

17-02 Nascimento do historiador Francisco Adolfo de Varnhagem

Nascimento do historiador Francisco Adolfo de Varnhagem, visconde de Porto Seguro (1816)
Para falar em história, existe “estória”?

Nossa Curiosa Lìngua



Certa vez um leitor me perguntou: “Acabou, ou nem mesmo começou esta história? ( Ou será estória?)”. O dicionário de Aurélio Buarque registra “estória”, mas, secamente, simplesmente diz que não se recomenda o uso dessa forma. O “Aurélio” recomenda “história” para qualquer dos sentidos (ciência histórica, narrativa de ficção etc.). Caldas Aulete registra “estória” como brasileirismo. No “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” vê-se: estória s.f.: “história”. O “Houaiss” registra “estória” e não faz restrições ao uso desse vocábulo. E então? Pelo jeito, com “história” não se corre o risco. Com “estória”, discussões à vista.

Professor Pasquali Cipro Neto

terça-feira, março 06, 2007

16-02 Dia do repórter

O Plural de "reporter"

Nossa curiosa Lingua



As palavras terminadas em "r" fazem plural com o acréscimo de "es": "bar/bares", "mulher/mulheres", "dólar/dólares", "pulôver/pulôveres", "lar/lares", "suéter/suéteres", "pôster/pôsteres", "mar/mares" etc. O plural de "repórte" por tanto, é "reposteres". Convém lembrar que o plural de "júnior" e "sênior" ( que terminam em "r") também se faz com o acréscimo de "es" mas com a alteração da sílaba tônica, que deixa de ser "jú" e "sê", respectivamente. O plural de "júnior" é " juniores"; e o de "sênior" é "seniores". Nos dois plurais, a tonica recai sobre o "o".


15-02 Dia mundial contra a hanseníase

"Não pense os ferimentos. É mehor que se lhe dê o benefício do oxigênio."

Nossa curiosa Língua




Não houve engano, não, caro leitor. Depois de "pense" havia mesmo "os" ( e não "nos") nessa frase, que fez parte da prova de portugues do vestibular de uma importante instituição universitária brasileira. Alguns professores de português (sobretudo os obstinados) e muitos médicos certamente sabem o que significa " pensar os ferimentos". Entre as tantas acepções de " pensar" encontra-se a "de pôr penso em". Como "penso" no caso é " curativo, "pensar os ferimentos" equivale a " cobrir os ferimentos com curativo". Com a frase em questão, portanto, quer-se dizer que é melhor não cobrir os ferimentos; é recomendável deixá-los em contato com o ar.


Professor Pasqual Cipro Neto

terça-feira, fevereiro 13, 2007

14-02 Dia da amizade Luso-Afro-Carioca

Adjetivos pátrios compostos
Nossa Curiosa Língua



Quando entram em compostos, certos adjetivos pátrios são substituídos por uma forma reduzida equivalente. Isso ocorre, por exemplo, com o "italiano" )que dá lugar a "italo"), "frances" (que se transforma em "franco"), "alemão" (que passa a "teuro")etc. É esse o caso de "luso-afro-carioca", de que fazem parte os elementos "luso" ( que equivele a "português") e "afro" (forma reduzida de "africano"). Convém notar que esses elementos reduzidos só são empregados quando integram compostos, desde que não os encerrem, ou seja, devem sempre vir no início do composto. Não se diz, por exemplo, "luso-franco", "franco-italo" ou ítalo-teuto". O que se usa nesses casos? Vamos lá: "luso-francês", "franco-italiano", "ítalo-alemão (ou "teuto-italiano").

Uma dica do Professor Pasquali Cipro Neto.

13-02 Dia do serviço de assistência religiosa do exército (militar)

“Abóboda” ou “abóbada”?
Nossa Língua Curiosa



Grafar palavras pouco usadas é ato que geralmente nos deixa confusos. Se você apostou em “abóbada”, acertou. E o que é isso? Nada mais do que uma cobertura encurvada, como as que se vêem em tetos de igrejas. Figurativamente, o céu pode ser uma grande abóbada.

Uma dica do Prof. Pasquale Cipro Neto

12-02 Dia do coletor de lixo

“O caminhão de lixo passa todas as segundas-feiras”
Nossa Língua Curiosa




“Segundas-feira” ou “segundas-feiras”? De início, é preciso lembrar que “segunda-feira” é substantivo composto, formado por um numeral (“segunda”) e um substantivo (“feira”). Nesses casos, o plural é feito com a flexão dos dois elementos (“segundas-feiras”): Muita gente eliminaria do calendário todas as segundas-feiras do ano”. É claro que isso vale para as outras “feiras” da semana (“terças-feiras”, “quartas-feiras” etc.). O plural de “primeiro-ministro”e o de “primeira-dama” se enquadram no mesmo caso: “Os primeiros-ministros se reuniram a portas fechadas”; “As primeiras-damas não vieram”.

11-02 Dia da independência do Japão

“Nipo-europeu”, “sino-brasileiro”, “teuto-argentino”
Nossa Língua Curiosa



Vale a pena citar três adjetivos pátrios que têm forma reduzida: “japonês”,”chinês” e “alemão”, que se transformam, respectivamente , em “nipo”, “sino”, “teuto”. Então um acordo “nipo-europeu” nada mais é do que um acordo entre o Japão e a Europa. “Sino-brasileiro” se refere a algo que envolve a China e o Brasil. Já um tratado “teuto-argentino” obviamente envolve a Alemanha e a Argentina. Leve em conta que , de preferência o adjetivo pátrio mais curto vem antes. Portanto “teuto-argentino” é preferível a “argentino-alemão”.

Uma dica do Prof. Pasquale Cipro Neto

10-02 Dia do atleta profissional

O verbo “competir “
Nossa Língua Curiosa



Atletas profissionais competem, participam de competições. Pois bem, como se conjuga o presente do indicativo do verbo “competir”? Vamos lá: eu... Eu o quê? Eu compito (e tu competes, ele compete...). O verbo “competir” não é defectivo. O que é isso mesmo? Um verbo é considerado defectivo quando algumas de suas formas não são encontrados no registro culto da língua. “Colorir” e “feder”, por exemplo, aparecem nas gramáticas e dicionários como defectivos, mas “competir” é dado como completo. Apesar de pouco usadas, formas como “eu compito” e “que eu compita” encontram registros e, conseqüentemente, são abonadas pelos dicionários.



Uma dica do Prof. Pasquale Cipro Neto

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

09-02 Dia do Zelador

O Zelador e o ascensorista
Nossa Curiosa Língua



Usamos certas palavras com tanta freqüência que muitas vezes não nos damos conta de seu verdadeiro sentido. Certamente "zelador" é uma dessas palavras. Ao pé da letra, que significa "zelador"? Ora se "corredor" é aquele que corre, "entregador" é aquele que entrega e "sofredor " é aquele que sofre, "zelador" é aquele que zela, que cuida, que toma conta. Nos edifícios comerciais,além do zelador, costuma haver um ascensorista, funcionários encarregado de operar ascensor. Ascensor? Não será "elevador"? Pois é, veja como são interessates os fatos da lingua: chamamos de ascensorista o indivíduo que opera o elevador. Bem, é bom saber que "ascender! é o sinônimo de "elevar", "subir". Também é bom saber que, se ascensorista se escreve com "sc" e "s", a palavra "ascensão", que nada mais é do que o ato de ascender, também se escreve com "sc" e "s". Não existe ascenção.

Professor Pasquale Cipro Neto

08-02 Nascimento de Julio Verne-Escritor

"Leia esse livro" ou "Leia este livro"
Nossa Lingua Curiosa



Na linguagem oral, os pronomes "este" e "esse" foram praticamente igualados. Na escrita, no entanto, há algumas diferenças entre eles. Uma delas diz respeito à posição do objeto de que se fala. Se esse objeto está com quem fala (ou perto dele), o pronome demonstrativo adequado é "este/a": "Leia este livro". A frase em questão pode indicar, por exemplo, que o livro esta nas mãos de quem fala, do emissor. Se o livro está com o interlocutor (ou perto dele), o demonstrativo é "esse/a": "Leia esse livro".

Nascimento de Julio Verne-Escritor. Nantes/França (1828)

Professor Pasquale Cipro Neto

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

07-02 Dia do Gráfico

"Ele sabe tudo a nível de produção gráfica"
em Nossa língua Curiosa

A desnecessária empobrecedora e irritante expressão "a nível de" é mais um dos tantos modismos lingüísticos que não tem origem precisa. A hipótese mais provável é que "a nível de" tenha surgido da tradução literal da expressão inglesa at level of. Uma frase como "A questão deve ser discutida a nível de diretoria pode muito bem ser tranformada em " A questão deve ser dicutida pela diretoria". Outra como " O jogador sofreu uma contusão a nível de joelho" ( a frase foi dita pelo médico de um time de futebol) melhora 1000% quando transformada em" O jogador sofreu uma contusão no joelho". Simples , não? A expressão "a nível de" é tão útil quanto agua em pó (para se tranformar em água, basta acrescentar água).Convém lembrar que a locução " ao nível" nada tem com a história. Seu sentido é o de " à mesma altura, como se vê em " Esse fenômeno só ocorrese está ao nível do mar".

Uma dica do professor Pasquale Cipro Neto

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