Acerca de mim

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os últimos tempos eu sou o mesmo que o de 7 anos, com algumas variações de quem sabe o de 87. Nesse intervalo acho dificil saber exatamente quem sou. Mais normal do que se possa imaginar e dentro dessa normalidade uma infinidade de aspectos autenticos comum a cada ser, vivo ou não! No meu quarto tem uma janela que da pro mundo, mas não sei se olha pra fora dela , ou para dentro!

contário

Fala ai So


Musiquinha

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segunda-feira, agosto 27, 2007

O amar Priscila

Priscila: Eu não sabia que o mundo era cinza.
Eu nem que o sol brilha gostoso na face.
A lua no mar da penha é tão bela!
A brisa fresca....

Linda, cada dia que passa mais linda....
Mais bela.
E como em um passe de mágica
depois que te conheci, o mundo agora colorido
mostra-me que antes incompleto não poderia ser feliz.
como poderia se a brisa não tinha seu perfume,
o sol o seu brilho e o mar voce.
o amar voce.

bjs

Rafael

terça-feira, abril 10, 2007

Contrução

Construção
Chico Buarque




Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague Pela mulher carpideira pra nos louvar e
cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague



1971 © by Cara Nova Editora Musical Ltda


terça-feira, fevereiro 13, 2007

A batalha

O relógio para.
O tempo continua a passar.
As horas estão lá.
Mas o tempo já passou.

Os ponteiros estão distantes.
O relógio não funciona.
A corda acabou e o tempo não parou.
Quanto tempo leva o tempo?

O relógio não pensa.
Enquanto o tempo arma a cilada.
O relógio está lá, imóvel.
E o tempo ganha outra batalha.

Imóvel, continua o relógio.
E o tempo não olha para trás.
O tempo voa com toda liberdade.
Parado e preso o relógio me distrai.

Mesmo parado, o relógio certo, está.
Nele, vemos o futuro.
O relógio volta a funcionar.
O tempo para, inseguro.

David Edison Julião Saragosa Menino Chao

terça-feira, dezembro 19, 2006

O último por do sol

A última noite do último dia.
O último clarão antes de tudo acabar.
A última imagem na retina.
A última esperança de um olhar.

O último capítulo da uma vida.
A última estrela cadente.
O último abraço antes da partida.
A última foto sorridente.

O último suspiro do vento.
O último galho quebrado.
A última palavra do arrependimento.
A última sentença do injustiçado.

O último milagre de Deus.
A última morte aqui na terra.
O último preso entre os judeus.
A última espada da última guerra.

O último ponto da cicatriz.
A última hemorragia.
A última cena de uma atriz.
A última noite de orgia.

A última poesia do caderno.
O último parágrafo da vida.
A última tremida do inverno.
A última ardida da ferida.

A última curva de um rio poluído.
O último pingo d’água mineral.
O último peixe congelado.
A última guerra entre o bem e o mal.

mais um poema do meu amigo Chao
David Edison Julião Saragosa

sexta-feira, setembro 01, 2006

narramos um futuro que ja narravam no passado

o voto da marca

Fitam-te
E reparam no seu andar
Eleges uma marca
E marca o voto no altar

Marcado outra vez
Pela própria ignorância
O que posso saber?
Alem das distancias

O que não sei
Sei que outros sabem
Se só sei do meu redor
Quem saberá do que é nosso?

Fiz e nem sei por que faço
Tenho idéias tão sutis
Penso que faço por mim mesmo
Mesmo não entendendo que se diz

Nos tiram a liberdade
E o direito de pensar
Idéias próprias e novas
Não sei o que seguir

Assisto então a marca

(naravan)

terça-feira, agosto 29, 2006

homen ausente

homem ausente...
homem sem presente...
onde está esse homem?...
que se sente inconsegüente...
atraente ou repugnante...
vivente, andarilho de caminhos sem volta...
olhe, homem, o que você mais deseja...
olhe a sua volta...
mas não volte mais aqui...
homem...
ainda estás ai?
(David Saragosa)

esse peoma escrito por David no meu msn. eu não estava e ele foi poetando. Guri talentoso em. abraço David. quem quise ler mais poemas acesse o seu blog: http://www.poetasloucos.blogspot.com/

sexta-feira, agosto 25, 2006

A marca


To marcado
No meu braço direito
Pareço gado

To marcado por toda minha vida
E sei que não posso fugir
Afinal nem me incomoda
Nem sabia que tava ali

Tenho uma marca em meu peito
Pareço o super-homem
Só me faz menor mas
Sinto-me bem

To com uma marca na cabeça
Essa é grande
Nem consigo olhar
Que me da sede

To marcado como um outdoor
Burro, sólido e imóvel.
Mas hoje em dia,
Ta na moda

(Naravan)

Não Comerei da Alface a Verde Pétala

Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem maior aprouver fazer dieta.

Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas peras e maçãs, deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas.

Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro: dêem-me feijão com arroz

E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.

Vinicius de Moraes

quinta-feira, agosto 24, 2006

silicone fugas

Silicones imaturos
Duro mentiroso descarado
Não conténs a fuga das vestis
Não contem que pus

Quantos mls de burrice
Você quer mostrar?
Estou mais sexy, mais playboy
Meio garota do gugu

a moda pega e marca
e naturalmente ela se vai
como vou fazer com que meus peitos
pareçam mais reais?

Como farão se a moda “cair”
bonequinhas infláveis?
E se na foto fical legal
E o real ficar escasso?

Naturalmente não precisa ser natural
Se for narrado o artificial

naravan

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