Priscila: Eu não sabia que o mundo era cinza.
Eu nem que o sol brilha gostoso na face.
A lua no mar da penha é tão bela!
A brisa fresca....
Linda, cada dia que passa mais linda....
Mais bela.
E como em um passe de mágica
depois que te conheci, o mundo agora colorido
mostra-me que antes incompleto não poderia ser feliz.
como poderia se a brisa não tinha seu perfume,
o sol o seu brilho e o mar voce.
o amar voce.
bjs
Rafael
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segunda-feira, agosto 27, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
Contrução
Construção
Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague Pela mulher carpideira pra nos louvar e
cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague
1971 © by Cara Nova Editora Musical Ltda
Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague Pela mulher carpideira pra nos louvar e
cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague
1971 © by Cara Nova Editora Musical Ltda
terça-feira, fevereiro 13, 2007
A batalha
O relógio para.
O tempo continua a passar.
As horas estão lá.
Mas o tempo já passou.
Os ponteiros estão distantes.
O relógio não funciona.
A corda acabou e o tempo não parou.
Quanto tempo leva o tempo?
O relógio não pensa.
Enquanto o tempo arma a cilada.
O relógio está lá, imóvel.
E o tempo ganha outra batalha.
Imóvel, continua o relógio.
E o tempo não olha para trás.
O tempo voa com toda liberdade.
Parado e preso o relógio me distrai.
Mesmo parado, o relógio certo, está.
Nele, vemos o futuro.
O relógio volta a funcionar.
O tempo para, inseguro.
David Edison Julião Saragosa Menino Chao
O tempo continua a passar.
As horas estão lá.
Mas o tempo já passou.
Os ponteiros estão distantes.
O relógio não funciona.
A corda acabou e o tempo não parou.
Quanto tempo leva o tempo?
O relógio não pensa.
Enquanto o tempo arma a cilada.
O relógio está lá, imóvel.
E o tempo ganha outra batalha.
Imóvel, continua o relógio.
E o tempo não olha para trás.
O tempo voa com toda liberdade.
Parado e preso o relógio me distrai.
Mesmo parado, o relógio certo, está.
Nele, vemos o futuro.
O relógio volta a funcionar.
O tempo para, inseguro.
David Edison Julião Saragosa Menino Chao
terça-feira, dezembro 19, 2006
O último por do sol
A última noite do último dia.
O último clarão antes de tudo acabar.
A última imagem na retina.
A última esperança de um olhar.
O último capítulo da uma vida.
A última estrela cadente.
O último abraço antes da partida.
A última foto sorridente.
O último suspiro do vento.
O último galho quebrado.
A última palavra do arrependimento.
A última sentença do injustiçado.
O último milagre de Deus.
A última morte aqui na terra.
O último preso entre os judeus.
A última espada da última guerra.
O último ponto da cicatriz.
A última hemorragia.
A última cena de uma atriz.
A última noite de orgia.
A última poesia do caderno.
O último parágrafo da vida.
A última tremida do inverno.
A última ardida da ferida.
A última curva de um rio poluído.
O último pingo d’água mineral.
O último peixe congelado.
A última guerra entre o bem e o mal.
mais um poema do meu amigo Chao
David Edison Julião Saragosa
O último clarão antes de tudo acabar.
A última imagem na retina.
A última esperança de um olhar.
O último capítulo da uma vida.
A última estrela cadente.
O último abraço antes da partida.
A última foto sorridente.
O último suspiro do vento.
O último galho quebrado.
A última palavra do arrependimento.
A última sentença do injustiçado.
O último milagre de Deus.
A última morte aqui na terra.
O último preso entre os judeus.
A última espada da última guerra.
O último ponto da cicatriz.
A última hemorragia.
A última cena de uma atriz.
A última noite de orgia.
A última poesia do caderno.
O último parágrafo da vida.
A última tremida do inverno.
A última ardida da ferida.
A última curva de um rio poluído.
O último pingo d’água mineral.
O último peixe congelado.
A última guerra entre o bem e o mal.
mais um poema do meu amigo Chao
David Edison Julião Saragosa
sexta-feira, setembro 01, 2006
narramos um futuro que ja narravam no passado
o voto da marca
Fitam-te
E reparam no seu andar
Eleges uma marca
E marca o voto no altar
Marcado outra vez
Pela própria ignorância
O que posso saber?
Alem das distancias
O que não sei
Sei que outros sabem
Se só sei do meu redor
Quem saberá do que é nosso?
Fiz e nem sei por que faço
Tenho idéias tão sutis
Penso que faço por mim mesmo
Mesmo não entendendo que se diz
Nos tiram a liberdade
E o direito de pensar
Idéias próprias e novas
Não sei o que seguir
Assisto então a marca
(naravan)
Fitam-te
E reparam no seu andar
Eleges uma marca
E marca o voto no altar
Marcado outra vez
Pela própria ignorância
O que posso saber?
Alem das distancias
O que não sei
Sei que outros sabem
Se só sei do meu redor
Quem saberá do que é nosso?
Fiz e nem sei por que faço
Tenho idéias tão sutis
Penso que faço por mim mesmo
Mesmo não entendendo que se diz
Nos tiram a liberdade
E o direito de pensar
Idéias próprias e novas
Não sei o que seguir
Assisto então a marca
(naravan)
terça-feira, agosto 29, 2006
homen ausente
homem ausente...
homem sem presente...
onde está esse homem?...
que se sente inconsegüente...
atraente ou repugnante...
vivente, andarilho de caminhos sem volta...
olhe, homem, o que você mais deseja...
olhe a sua volta...
mas não volte mais aqui...
homem...
ainda estás ai?
(David Saragosa)
esse peoma escrito por David no meu msn. eu não estava e ele foi poetando. Guri talentoso em. abraço David. quem quise ler mais poemas acesse o seu blog: http://www.poetasloucos.blogspot.com/
homem sem presente...
onde está esse homem?...
que se sente inconsegüente...
atraente ou repugnante...
vivente, andarilho de caminhos sem volta...
olhe, homem, o que você mais deseja...
olhe a sua volta...
mas não volte mais aqui...
homem...
ainda estás ai?
(David Saragosa)
esse peoma escrito por David no meu msn. eu não estava e ele foi poetando. Guri talentoso em. abraço David. quem quise ler mais poemas acesse o seu blog: http://www.poetasloucos.blogspot.com/
sexta-feira, agosto 25, 2006
A marca
To marcado
No meu braço direito
Pareço gado
To marcado por toda minha vida
E sei que não posso fugir
Afinal nem me incomoda
Nem sabia que tava ali
Tenho uma marca em meu peito
Pareço o super-homem
Só me faz menor mas
Sinto-me bem
To com uma marca na cabeça
Essa é grande
Nem consigo olhar
Que me da sede
To marcado como um outdoor
Burro, sólido e imóvel.
Mas hoje em dia,
Ta na moda
(Naravan)
Não Comerei da Alface a Verde Pétala
Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem maior aprouver fazer dieta.
Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas peras e maçãs, deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas.
Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro: dêem-me feijão com arroz
E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.
Vinicius de Moraes
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem maior aprouver fazer dieta.
Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas peras e maçãs, deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas.
Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro: dêem-me feijão com arroz
E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.
Vinicius de Moraes
quinta-feira, agosto 24, 2006
silicone fugas
Silicones imaturos
Duro mentiroso descarado
Não conténs a fuga das vestis
Não contem que pus
Quantos mls de burrice
Você quer mostrar?
Estou mais sexy, mais playboy
Meio garota do gugu
a moda pega e marca
e naturalmente ela se vai
como vou fazer com que meus peitos
pareçam mais reais?
Como farão se a moda “cair”
bonequinhas infláveis?
E se na foto fical legal
E o real ficar escasso?
Naturalmente não precisa ser natural
Se for narrado o artificial
naravan
Duro mentiroso descarado
Não conténs a fuga das vestis
Não contem que pus
Quantos mls de burrice
Você quer mostrar?
Estou mais sexy, mais playboy
Meio garota do gugu
a moda pega e marca
e naturalmente ela se vai
como vou fazer com que meus peitos
pareçam mais reais?
Como farão se a moda “cair”
bonequinhas infláveis?
E se na foto fical legal
E o real ficar escasso?
Naturalmente não precisa ser natural
Se for narrado o artificial
naravan
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